quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A FESTA DA ASSUNÇÃO DE N. SRA. NA IGREJA ORTODÓXA




«Hoje, a arca santa e viva do Deus vivo, aquela cujo seio tinha trazido o seu próprio 
Criador, repousa no templo do Senhor, templo não construído pela mão do homem. David, 
seu antepassado e parente de Deus, dança de alegria (2 Sm 7,14); os anjos dançam em 
coro, os arcanjos aplaudem e as potestades dos céus cantam a sua glória…»

S. João Damasceno (cerca de 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja

«Segunda homilia sobre a Dormição»


 “Festa da Dormição da Theotokos”

A última grande festa do ano litúrgico bizantino (que termina no dia 31 de agosto) é Mariana: Dormição da SS. Mãe de Deus, Kóimesis no grego e Uspénie no eslavo eclesiástico, palavras que aludem justamente ao ato de dormir. E a tradicional representação iconográfica de 15 de agosto mostra a Virgem estendida no leito de morte, rodeada para o último sono pelos apóstolos, vindos prodigiosamente dos lugares onde pregavam o evangelho, tendo ao centro Jesus Cristo que acolhe a sua alma, representada como uma menina envolta em faixas e por ele sustentada.

A partir do dia 1º de agosto, o Oriente bizantino prepara-se para a festa com um jejum (do qual também fala São Teodoro Estudita, morto no ano 826) e dado que, além da pré-festa do dia 14 de agosto, os textos litúrgicos falam do trânsito de Maria Santíssima ao céu até o dia 23 de agosto, pode-se afirmar que este é o mês mariano dos fiéis ortodoxos.

A celebração dessa solenidade no dia 15 de agosto foi fixada com um edito do imperador do Oriente, Maurício (582-602), confirmando uma tradição, sem dúvida, mais antiga. No Ocidente, a festa foi introduzida, juntamente com outras três festas marianas, pelo papa Sérgio I, coincidindo as datas de sua celebração. Quanto ao conteúdo o tropário principal assim sintetiza o mistério:

Tropário (1º tom)
Em tua maternidade conservaste a virgindade
e em tua dormição
não abandonaste o mundo, ó Mãe de Deus.
Foste levada para a vida sendo a Mãe da Vida,
e por tuas orações resgatas nossas almas da morte.

Logo é posto em evidência o ministério de intercessão que a Mãe de Deus e nossa desempenha após sua entrada (também corpórea) no céu. O kondakion do dia, a segunda oração mais repetida, o confirma:

Kondakion (2º tom)
Nem o túmulo nem a morte
prevaleceram sobre a Mãe de Deus,
que, sem cessar, reza por nós
e permanece firme esperança de intercessão.
Com efeito, aquele que habitou um seio sempre virgem
assumiu para a vida aquela que é a Mãe da Vida.

Embora os evangelhos não falem sobre o fim da vida de Maria, existe uma antiga tradição patrística, com informações provindas outrossim dos apócrifos, e que está na base do Ofício litúrgico bizantino do dia 15 de agosto. [...] breve hino extraído da Ode sexta do Cânon da festa, ainda hoje recitado pelos cristãos de tradição constantinopolitana, cujo autor é São Cosme de Maiúma:

A ti, o Deus rei do universo,
concedeu coisas que estão acima da natureza,
porque, como no parto te conservou virgem,
assim no sepulcro conservou incorrupto o teu corpo
e com a divina trasladação o glorificou. [...]

Hino das Vésperas (São Germano de Constantinopla)

Vinde de todos os confins do universo,
cantemos a bem-aventurada trasladação da Mãe de Deus!
Nas mãos do Filho ela depositou a sua alma sem pecado;
com a sua santa Dormição o mundo é vivificado;
e é com salmos, hinos e cânticos espirituais,
em companhia dos anjos e dos apóstolos,
que ele a celebra na alegria.

Como nos demais textos litúrgicos bizantinos, da maioria dos hinos, que se repetem há mais de mil anos, se desconhece o nome do autor: Eis um exemplo tirado ainda do Ofício de Vésperas:

Oh, os teus mistérios, ó Pura!
Apareceste, ó Soberana, trono do Altíssimo
e nesse dia te transferiste da terra para o céu.
A tua glória brilha com o resplendor da graça.
Virgens, subi para o alto com a Mãe do Rei!
Ó cheia de graça, salve, o Senhor é contigo!
Ele que doa ao mundo, por teu intermédio,
a grande misericórdia.

Entre os lugares santos venerados em Jerusalém que se relacionam ao mistério final da vida da Mãe de Deus, não existe somente a Basílica da Dormição cuidada pelos Beneditinos católicos, mas há também o Túmulo da Virgem, que está aos cuidados dos ortodoxos, próximo ao jardim do Getsêmani e onde recentes escavações confirmam que a sepultura remonta, de fato, à época em que viveu Maria Santíssima, e pode ter sido o lugar de seu breve sepultamento. A tradição bizantina, claramente expressa na oração, acredita na morte e no sepulcro da Virgem, mas também na sua antecipada glorificação ao céu com o corpo e a alma, à semelhança e em virtude de quanto aconteceu ao seu divino Filho. Assim começa o texto próprio das Grandes vésperas do dia 15 de agosto:

Ó maravilha inaudita!
A fonte da vida é posta no túmulo
e o sepulcro transforma-se em escada que leva ao céu.
Alegra-te, ó Getsêmani,
santuário sagrado da Mãe de Deus!...

A tradição narra que o apóstolo Tomé, tendo chegado atrasado para o sepultamento da Virgem e querendo rever seu amado semblante, fez reabrir o túmulo, mas este foi achado vazio e a mesma Mãe de Deus anunciou, numa visão, que havia ressuscitado e subido ao céu junto do seu Filho divino.

Se nos textos litúrgicos da festa encontramos várias alusões à tristeza dos Apóstolos que não verão mais junto deles a Mãe de Jesus, predomina, porém, a alegria pelo triunfo da Theotókos.

Diz um hino das Laudes:

A tua gloriosa Dormição alegra os céus,
faz exultar a multidão dos anjos:
a terra toda exulta de alegria
elevando a ti um canto de adeus,
ó Mãe do Senhor de todas as coisas,
Virgem santíssima desconhecedora de núpcias,
que libertaste o gênero humano da antiga condenação.

A festa da Dormição da Santíssima Mãe de Deus - este nome, como também a representação iconográfica (visíveis inclusive nos mosaicos de Santa Maria Maior e Santa Maria em Trastevere, em Roma) permaneceu comum no Oriente e no Ocidente por mais de um milênio.

O termo Assunção, que provém da França, é bem mais tardio ­ «comemora um fato e também atualiza a doutrina e projeta sobre a nossa vida transitória uma luz de eternidade. Esse fato, embora não relatado pela Escritura, tornou-se realidade na consciência da Igreja através da tradição. Maria que é mulher e que morre na terra como todo ser humano, alcança o seu Filho que é Deus e que está no céu. Ademais, esta mulher que podemos legitimamente chamar de representante da humanidade enquanto Nova Eva, mulher perfeita enquanto Pura Mãe de Deus, não perdeu nenhum de seus atributos naturais, não se abstraiu em alguma alegoria impalpável: ela permanece Maria. Mas o que ela é, no resplendor do seu ser real, as festas no-lo desvelam».

Com esta citação de um teólogo russo ortodoxo concluímos, retomando do Ofício das Vésperas bizantinas uma última invocação:


...Ó imaculada Mãe de Deus,
sempre vivente com o Rei da vida e Filho teu,
reza sem cessar para que seja conservada
e salva de toda insídia do adversário a multidão de teus filhos,
pois nós estamos debaixo da tua proteção
e te glorificamos por todos os séculos".

 FONTE:
«O Ano Litúrgico Bizantino» - Madre Maria Donadeo - Ed. AM - S. Paulo - 1998

domingo, 25 de agosto de 2013

A ESSÊNCIA DA SANTA MISSA




AS TRÊS VERDADES DE FÉ FUNDAMENTAIS
A RESPEITO DA SANTA MISSA CATÓLICA



1 - A SANTA MISSA CATÓLICA é ESSENCIALMENTE a OFERTA INCRUENTA À DEUS PAI do ÚNICO E VERDADEIRO SACRIFÍCIO DE CRISTO NA CRUZ DO CALVÁRIO REALIZADO DE UMA VEZ POR TODAS PARA A SALVAÇÃO DE MUITOS;



2 - Após a CONSAGRAÇÃO das espécies do Pão e do Vinho ocorre a TRANSUBSTANCIAÇÃO, ou seja, a mudança da substância do Pão e do Vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. Desta forma, JESUS CRISTO, está VERDADEIRAMENTE PRESENTE , "em corpo, alma e divindade", nas espécies consagradas, no SANTÍSSIMO SACRAMENTO DO ALTAR.



3 - Somente o SACERDOTE (BISPO ou PADRE), graças ao Sacramento da Ordem, é CAPAZ de realizar validamente a Consagração Eucarística na Santa Missa e, portanto, somente o Sacerdote é CAPAZ DE OFERECER O SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO PELA SALVAÇÃO DOS FIÉIS VIVOS E DEFUNTOS. Desta forma, durante a Santa Missa Católica o Sacerdote oferece um Sacrifício diferente do sacrifício oferecido pelos fiéis: O Sacerdote oferece o SACRIFÍCIO DE CRISTO e os fiéis em COMUNHÃO COM O SACRIFÍCIO DE CRISTO OFERECIDO PELO SACERDOTE oferecem um SACRIFÍCIO DE SI MESMO, um SACRIFÍCIO DE FÉ, UM SACRIFÍCIO DE LOUVOR.



PARA REFLETIR E AGIR



A situação da família no mundo de hoje.

"A situação em que se encontra a família apresenta aspectos positivos e aspectos negativos:
sinal, naqueles, da salvação de Cristo operante no mundo;
sinal, nestes, da recusa que o homem faz ao amor de Deus.

Por um lado, de fato, existe uma consciência mais viva da liberdade pessoal e uma maior atenção à qualidade das relações interpessoais no matrimônio, à promoção da dignidade da mulher, à procriação responsável, à educação dos filhos; há, além disso, a consciência da necessidade de que se desenvolvam relações entre as famílias por uma ajuda recíproca espiritual e material, a descoberta de novo da missão eclesial própria da família e da sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa.

Por outro lado, contudo, não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais:
uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si;
as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos;
as dificuldades concretas, que a família muitas vezes experimenta na transmissão dos valores;
o número crescente dos divórcios;
a praga do aborto;
o recurso cada vez mais frequente à esterilização;
a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva.

Na raiz destes fenômenos negativos está muitas vezes uma corrupção da ideia e da experiência de liberdade concebida não como capacidade de realizar a verdade do projeto de Deus sobre o matrimônio e a família, mas como força autônoma de afirmação, não raramente contra os outros, para o próprio bem-estar egoístico.

Merece também a nossa atenção o fato de que, nos países do assim chamado Terceiro Mundo, faltem muitas vezes às famílias quer os meios fundamentais para a sobrevivência, como o alimento, o trabalho, a habitação, os medicamentos, quer as mais elementares liberdades.

Nos países mais ricos, pelo contrário, o bem-estar excessivo e a mentalidade consumística, paradoxalmente unida a uma certa angústia e incerteza sobre o futuro, roubam aos esposos a generosidade e a coragem de suscitarem novas vidas humanas: assim a vida é muitas vezes entendida não como uma bênção, mas como um perigo de que é preciso defender-se.

A situação histórica em que vive a família apresenta-se, portanto, como um conjunto de luzes e sombras.

Isto revela que a história não é simplesmente um progresso necessário para o melhor, mas antes um acontecimento de liberdade, e ainda um combate entre liberdades que se opõem entre si; segundo a conhecida expressão de Santo Agostinho, um conflito entre dois amores: o amor de Deus impelido até ao desprezo de si, e o amor de si impelido até ao desprezo de Deus.

Segue-se que só a educação para o amor, radicada na fé, pode levar a adquirir a capacidade de interpretar «os sinais dos tempos», que são a expressão histórica deste duplo amor".

Papa João Paulo II
Familiaris Consortio, 6

O MISSAL DE PAULO VI E A REFORMA PÓS VATICANO II

CAROS FILHOS E FILHAS, SALVE MARIA.

O Rev. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior realizou uma aula inédita e mui esclarecedora a respeito do Missal Romano promulgado pelo Papa Paulo VI fruto da reforma litúrgica pós Concílio Vaticano II.

Aconselho a todos os fiéis a assistirem o vídeo desta aula.

Como sempre, não faltou "paresia" ao Rev. Padre Paulo Ricardo ao realizar esta aula.

Que não falte em nós um humilde gesto de gratidão pela "paresia" de Padre Paulo Ricardo, bem como, nossa orações por ele e por seu frutuoso apostolado!

Segue o vídeo da aula:



fonte: www.youtube.com

sexta-feira, 10 de maio de 2013

VENI CREATOR SPIRITUS



REZEMOS COM TODA A IGREJA SUPLICANDO A VINDA DO ESPÍRITO SANTO:



Veni Creator Spiritus,
Mentes tuorum visita,
Imple superna gratia,
Quae tu creasti, pectora.


Qui diceris Paraclitus,
Altissimi donum Dei,
Fons vivus, ignis, caritas,
Et spiritalis unctio.

Tu septiformis munere,
Digitus Paternae dexterae,
Tu rite promissum Patris,
Sermone ditans guttura.

Accende lumen sensibus,
Infunde amorem cordibus,
Infirma nostri corporis,
Virtute firmans perpeti.

Hostem repellas longius,
Pacemque dones protinus;
Ductore sic te praevio,
Vitemus omne noxium.

Per te sciamus da Patrem
Noscamus atque Filium;
Teque utriusque Spiritum
Credamus omni tempore.

Deo Patri sit gloria,
Et Filio, qui a mortuis
Surrexit, ac Paraclito
In saeculorum saecula.

Amen.

COMO RECEBER A COMUNHÃO NA MÃO?





No dia 03 de abril de 1995, a Congregação do Culto Divino enviou notificação sobre a Comunhão na mão (Prot. n. 720/85):
1) Comunhão na mão deve se manifestar, tanta como com a comunhão na boca, o respeito pela presença real de Cristo na Eucaristia.

2) De acordo com os ensinamentos dos Santos Padres, insista-se no “Amém” que o fiel pronuncia como resposta à fórmula do ministro: “O Corpo de Cristo”, O amém deve ser uma afirmação de fé.

3) O fiel que receber a comunhão leva-a à boca, ficando com a rosto voltado para o altar, antes de regressar ao seu lugar.

4) É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, por isso deverá recebê-la sempre do ministro que distribui a comunhão e não se servir a si mesmo.

5) Recomenda-se a todos, em particular às crianças, a limpeza das mãos, como sinal de respeito para com a Eucaristia.

6) Recomenda-se vigiar para que pequenos fragmentos do pão eucarística não se percam.

7) Jamais se obrigará algum fiel a adotar a prática da comunhão na mão. Deixar-se-á a liberdade de receber a comunhão na mão ou na boca, em pé ou de joelhos.

(Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2012. Brasília, 2011, pg. 31-32).

quinta-feira, 9 de maio de 2013

FESTA DO DIVINO 2013



Prefeito Mauro Mendes recebe Bandeira e Devotos do Divino Espírito Santo na Prefeitura Municipal de Cuiabá

A FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO cujas origens remontam ao tempo do Brasil Império é sem dúvida alguma a mais antiga e tradicional Festa Cultural-Religiosa de Cuiabá com cerca de 184 anos. A Festa do Divino é realizada todos os anos no período do Tempo Pascal, no dias que antecedem a Solenidade de Pentecostes, a Festa Litúrgica da Igreja Católica Apostólica Romana em que se celebra a VINDA DO ESPÍRITO SANTO (cf. Atos 2, 1-36).

Este ano a Festa do Divino 2013 teve início oficialmente na segunda-feira dia 06 de maio com a Santa Missa presidida pelo Cura da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, Padre Edimilto Mota e concelebrada pelos Padres Marcos e George às 18:30h na Catedral de Cuiabá. 

Após a homilia Padre Edimilto entregou solenemente ao festeiros 2013 as insígnias da Festa do Senhor Divino. Após a Santa Missa os Padres, os festeiros e demais fiéis e devotos do Divino participaram da cerimônia de "levantamento da bandeira do Divino" à frente da Catedral ao som do Hino do Divino executado pela grandiosa Banda da Polícia Militar

Na manhã de terça-feira, dia 07 de maio, pela primeira vez na história do município, o Senhor Prefeito Municipal de Cuiabá, Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes recepcionaram a Bandeira do Divino Espírito Santo e seus devotos.



Além do Prefeito, da primeira dama do Município e demais autoridades municipais estavam presentes igualmente na recepção da Bandeira do Divino o Cura da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, Padre Edimilto Mota, o Vigário da Catedral, Padre Marcos R. Ferruci, o Imperador e a Imperatriz da Festa do Divino 2013, o Sr. Marcus Fabrício e a Sra. Edleuza Zorguetti Monteiro da Silva e demais festeiros e fiéis devotos da Festa do Divino.



Ao Senhor Prefeito Mauro Mendes agradecemos pelo sincero gesto de ACOLHIDA e RESPEITO pela fé católica e pala tradição cultural e religiosa do povo cuiabano manifesta todos os anos na  Festa do Divino Espírito Santo. Esperamos que este gesto se repita todos os anos, MUITO OBRIGADO!



Que o Divino Espírito Santo continue iluminando, abençoando e conduzindo o Senhor Prefeito para que realize uma excelente gestão pública em prol do bem comum de nossa querida Cidade de Cuiabá.