Diálogo Ecumênico entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa:
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Lei da Palmada: os filhos poderão decidir sobre tudo,
sem ingerência dos pais ou responsáveis
Entrevista com Paulo Fernando, membro da comissão de bioética da arquidiocese de Brasília e assessor parlamentar na câmara dos deputados
- Brasília, (Zenit.org) Thácio Lincon Soares de Siqueira | 299 visitas
Um assunto que toca diretamente os pais e mães do Brasil, e que, de certa forma invade sem pedir licença, todos os lares desse país é o projeto de lei batizado pela imprensa nacional como “Lei da Palmada”, o PL 7672/2010 que visa “proibir o uso de qualquer castigo físico ou ato considerado cruel, degradante ou humilhante na educação de crianças e adolescentes”.
“Obviamente, ninguém em sã consciência defende o espancamento de crianças e adolescentes”, disse em entrevista a ZENIT o dr. Paulo Fernando, porém, mais uma vez um PL aparece com conceitos pouco claros, como “constrangimento e humilhação” que são “bem subjetivos”, além do que “os maus tratos, lesão corporal, tortura já tem previsão no ordenamento jurídico brasileiro”, explicou Paulo Fernando.
“Afora o fato de que o projeto diz respeito à disciplina do exercício do pátrio poder, indiscutivelmente inserto no âmbito da intimidade da vida privada da família”, explicou oassessor parlamentar, afirmou também que isso mostra “um profundo caráter ideológico da intervenção do Estado nos assuntos privados e que só dizem respeito ao seio da família” e a instituição de uma “educação "sem rédeas ou freio", onde os filhos poderão decidir sobre tudo, sem ingerência dos pais ou responsáveis.”
Em conversa com ZENIT, Paulo Fernando de Melo, pai de 5 filhos, membro da comissão de bioética da arquidiocese de Brasília e assessor parlamentar na câmara dos deputados aborda esse tema na entrevista abaixo:.
***
ZENIT: Dr. Paulo Fernando, o senhor esteve ontem numa mesa redonda no programaDiário Brasil, da TV Genesis, discutindo o projeto de lei da Palmada. Que lei é essa? Qual é o histórico dessa proposição?
Paulo Fernando: A Lei da Palmada é o nome dado ao PL 7672/2010, de autoria do presidente Luís Inácio, que “altera a Lei n. 8.069, de 13 de junho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante".
A matéria já havia sido tratada em 2003, com o PL 2654/2003 da Deputada Maria do Rosário (PT/RS), atual Ministra dos Direitos Humanos e está aguardando a apreciação de 2 recursos contra o poder conclusivo em plenário desde 2006.
O PL 7672/2010 visa proibir o uso de qualquer castigo físico ou ato considerado cruel, degradante ou humilhante na educação de crianças e adolescentes.
O conceito de constrangimento e humilhação é bem subjetivo, além do que os maus tratos, lesão corporal, tortura já tem previsão no ordenamento jurídico brasileiro.
O PL 7672/2010 foi aprovado por uma Comissão Especial com a relatoria da Deputada Teresa Surita.Foram apresentados 6 recursos ao plenário contra o poder conclusivo dascomissões.Estranhamente os deputados retiraram as suas assinaturas por uma forte pressão de uma famosa apresentadora de TV.
O deputado Marcos Rogério PDT/RO impetrou um mandado de segurança no STF com pedido de liminar asseverando que o despacho da Mesa da Câmara, determinando o poder conclusivo, contrariou os arts. 24, II, “e” do Regimento Interno da Câmara dos Deputados e art. 68, §1º, II, Constituição Federal, pois dispõe sobre matéria que não é objeto de delegação legislativa.
A proposição, ao tratar em seu art. 17-A, do direito da criança de ser educada, cuidada, tratada ou vigiada sem uso de castigo corporal ou tratamento cruel ou degradante, discute matéria que se insere no âmbito normativo do inciso III, do art. 5º da Constituição Federal, rol inequívoco de direitos individuais. Afora o fato de que o projeto diz respeito à disciplina do exercício do pátrio poder, indiscutivelmente inserto no âmbito da intimidade da vida privada da família, também arrolada como direito individual no inciso X do mesmo dispositivo constitucional.
O relator da matéria no STF é o Ministro Luis Fux que pediu informações à Câmara dos Deputados e ao Procurador-Geral da República.
ZENIT: O povo brasileiro foi consultado sobre esse projeto?
Paulo Fernando: Em enquete realizada pelo site da Câmara dos Deputados 94 % dos internautas manifestam-se contrários à proposição e a maioria dos parlamentares também são contra o projeto.
ZENIT: Na prática, os pais serão constrangidos em quais pontos?
Paulo Fernando: Cria-se uma central de denúncias contra os pais ,principalmente nas famílias com muitos filhos e atingirá também os educadores, pois se quebra o respeito ao poder familiar, a hierarquia e enfraquece a disciplina e a obediência. Obviamente, ninguém em sã consciência defende o espancamento de crianças e adolescentes, mas muitas vezes uma reprimenda leve e educativa pode ser utilizada como o último recurso, afinal uma palmadinha explicada não dói.
ZENIT: O que pode estar por detrás desse projeto de lei?
Paulo Fernando: O PL é revestido de um profundo caráter ideológico da intervenção do Estado nos assuntos privados e que só dizem respeito ao seio da família. Uma das principais caraterísticas de um Estado autoritário socializante é intervir nos assuntos privados do cidadão de bem. Instituir uma educação "sem rédeas ou freio", onde os filhos poderão decidir sobre tudo, sem ingerência dos pais ou responsáveis.
ZENIT: Sobre a lei da Palmada, o que os eleitores podem fazer para barrar essa lei?
Paulo Fernando: Informar-se do texto e de suas consequências, cobrar dos deputados da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados a não apreciação da matéria e, se por acaso for para o Senado Federal, rogar aos senhores senadores a rejeição na íntegra da proposição.
Para maiores informações: www.paulofernando.com.br ; providafamilia@hotmail
A FESTA DA ASSUNÇÃO DE N. SRA. NA IGREJA ORTODÓXA
«Hoje,
a arca santa e viva do Deus vivo, aquela cujo seio tinha trazido o
seu próprio
Criador, repousa no templo do Senhor, templo não
construído pela mão do homem. David,
seu antepassado e parente de
Deus, dança de alegria (2 Sm 7,14); os anjos dançam em
coro, os
arcanjos aplaudem e as potestades dos céus cantam a sua glória…»
S.
João Damasceno (cerca de 675-749), monge, teólogo, doutor da
Igreja
“Festa da Dormição da Theotokos”
A
última
grande festa do ano litúrgico bizantino (que termina no dia 31 de
agosto) é Mariana: Dormição da SS. Mãe de Deus, Kóimesis no
grego e Uspénie no eslavo eclesiástico, palavras que aludem
justamente ao ato de dormir. E a tradicional representação
iconográfica de 15 de agosto mostra a Virgem estendida no leito de
morte, rodeada para o último sono pelos apóstolos, vindos
prodigiosamente dos lugares onde pregavam o evangelho, tendo ao
centro Jesus Cristo que acolhe a sua alma, representada como uma
menina envolta em faixas e por ele sustentada.
A partir do dia 1º de agosto, o Oriente bizantino prepara-se para a
festa com um jejum (do qual também fala São Teodoro Estudita, morto
no ano 826) e dado que, além da pré-festa do dia 14 de agosto, os
textos litúrgicos falam do trânsito de Maria Santíssima ao céu
até o dia 23 de agosto, pode-se afirmar que este é o mês mariano
dos fiéis ortodoxos.
A celebração dessa solenidade no dia 15 de agosto foi fixada com um
edito do imperador do Oriente, Maurício (582-602), confirmando uma
tradição, sem dúvida, mais antiga. No Ocidente, a festa foi
introduzida, juntamente com outras três festas marianas, pelo papa
Sérgio I, coincidindo as datas de sua celebração. Quanto ao
conteúdo o tropário principal assim sintetiza o mistério:
Tropário
(1º tom)
Em tua maternidade conservaste a virgindade
e em tua dormição
não abandonaste o mundo, ó Mãe de Deus.
Foste levada para a vida sendo a Mãe da Vida,
e por tuas orações resgatas nossas almas da morte.
e em tua dormição
não abandonaste o mundo, ó Mãe de Deus.
Foste levada para a vida sendo a Mãe da Vida,
e por tuas orações resgatas nossas almas da morte.
Logo é posto em evidência o ministério de intercessão que a Mãe
de Deus e nossa desempenha após sua entrada (também corpórea) no
céu. O kondakion do dia, a segunda oração mais repetida, o
confirma:
Kondakion
(2º tom)
Nem o túmulo nem a morte
prevaleceram sobre a Mãe de Deus,
que, sem cessar, reza por nós
e permanece firme esperança de intercessão.
Com efeito, aquele que habitou um seio sempre virgem
assumiu para a vida aquela que é a Mãe da Vida.
prevaleceram sobre a Mãe de Deus,
que, sem cessar, reza por nós
e permanece firme esperança de intercessão.
Com efeito, aquele que habitou um seio sempre virgem
assumiu para a vida aquela que é a Mãe da Vida.
Embora os evangelhos não falem sobre o fim da vida de Maria, existe
uma antiga tradição patrística, com informações provindas
outrossim dos apócrifos, e que está na base do Ofício litúrgico
bizantino do dia 15 de agosto. [...] breve hino extraído da Ode sexta do Cânon da festa, ainda
hoje recitado pelos cristãos de tradição constantinopolitana, cujo
autor é São Cosme de Maiúma:
A ti, o Deus rei do universo,
concedeu coisas que estão acima da natureza,
porque, como no parto te conservou virgem,
assim no sepulcro conservou incorrupto o teu corpo
e com a divina trasladação o glorificou. [...]
concedeu coisas que estão acima da natureza,
porque, como no parto te conservou virgem,
assim no sepulcro conservou incorrupto o teu corpo
e com a divina trasladação o glorificou. [...]
Hino
das Vésperas (São
Germano de Constantinopla)
Vinde de todos os confins do universo,
cantemos a bem-aventurada trasladação da Mãe de Deus!
Nas mãos do Filho ela depositou a sua alma sem pecado;
com a sua santa Dormição o mundo é vivificado;
e é com salmos, hinos e cânticos espirituais,
em companhia dos anjos e dos apóstolos,
que ele a celebra na alegria.
cantemos a bem-aventurada trasladação da Mãe de Deus!
Nas mãos do Filho ela depositou a sua alma sem pecado;
com a sua santa Dormição o mundo é vivificado;
e é com salmos, hinos e cânticos espirituais,
em companhia dos anjos e dos apóstolos,
que ele a celebra na alegria.
Como nos demais textos litúrgicos bizantinos, da maioria dos hinos,
que se repetem há mais de mil anos, se desconhece o nome do autor:
Eis um exemplo tirado ainda do Ofício de Vésperas:
Oh, os teus mistérios, ó Pura!
Apareceste, ó Soberana, trono do Altíssimo
e nesse dia te transferiste da terra para o céu.
A tua glória brilha com o resplendor da graça.
Virgens, subi para o alto com a Mãe do Rei!
Ó cheia de graça, salve, o Senhor é contigo!
Ele que doa ao mundo, por teu intermédio,
a grande misericórdia.
Apareceste, ó Soberana, trono do Altíssimo
e nesse dia te transferiste da terra para o céu.
A tua glória brilha com o resplendor da graça.
Virgens, subi para o alto com a Mãe do Rei!
Ó cheia de graça, salve, o Senhor é contigo!
Ele que doa ao mundo, por teu intermédio,
a grande misericórdia.
Entre os lugares santos venerados em Jerusalém que se relacionam ao
mistério final da vida da Mãe de Deus, não existe somente a
Basílica da Dormição cuidada pelos Beneditinos católicos, mas há
também o Túmulo da Virgem, que está aos cuidados dos ortodoxos,
próximo ao jardim do Getsêmani e onde recentes escavações
confirmam que a sepultura remonta, de fato, à época em que viveu
Maria Santíssima, e pode ter sido o lugar de seu breve sepultamento.
A tradição bizantina, claramente expressa na oração, acredita na
morte e no sepulcro da Virgem, mas também na sua antecipada
glorificação ao céu com o corpo e a alma, à semelhança e em
virtude de quanto aconteceu ao seu divino Filho. Assim começa o
texto próprio das Grandes vésperas do dia 15 de agosto:
Ó maravilha inaudita!
A fonte da vida é posta no túmulo
e o sepulcro transforma-se em escada que leva ao céu.
Alegra-te, ó Getsêmani,
santuário sagrado da Mãe de Deus!...
A fonte da vida é posta no túmulo
e o sepulcro transforma-se em escada que leva ao céu.
Alegra-te, ó Getsêmani,
santuário sagrado da Mãe de Deus!...
A tradição narra que o apóstolo Tomé, tendo chegado atrasado para
o sepultamento da Virgem e querendo rever seu amado semblante, fez
reabrir o túmulo, mas este foi achado vazio e a mesma Mãe de Deus
anunciou, numa visão, que havia ressuscitado e subido ao céu junto
do seu Filho divino.
Se nos textos litúrgicos da festa encontramos várias alusões à
tristeza dos Apóstolos que não verão mais junto deles a Mãe de
Jesus, predomina, porém, a alegria pelo triunfo da Theotókos.
Diz
um hino
das Laudes:
A tua gloriosa Dormição alegra os céus,
faz exultar a multidão dos anjos:
a terra toda exulta de alegria
elevando a ti um canto de adeus,
ó Mãe do Senhor de todas as coisas,
Virgem santíssima desconhecedora de núpcias,
que libertaste o gênero humano da antiga condenação.
faz exultar a multidão dos anjos:
a terra toda exulta de alegria
elevando a ti um canto de adeus,
ó Mãe do Senhor de todas as coisas,
Virgem santíssima desconhecedora de núpcias,
que libertaste o gênero humano da antiga condenação.
A festa da Dormição da Santíssima Mãe de Deus - este nome, como
também a representação iconográfica (visíveis inclusive nos
mosaicos de Santa Maria Maior e Santa Maria em Trastevere, em Roma)
permaneceu comum no Oriente e no Ocidente por mais de um milênio.
O termo Assunção, que provém da França, é bem mais tardio
«comemora um fato e também atualiza a doutrina e projeta sobre a
nossa vida transitória uma luz de eternidade. Esse fato, embora não
relatado pela Escritura, tornou-se realidade na consciência da
Igreja através da tradição. Maria que é mulher e que morre na
terra como todo ser humano, alcança o seu Filho que é Deus e que
está no céu. Ademais, esta mulher que podemos legitimamente chamar
de representante da humanidade enquanto Nova Eva, mulher perfeita
enquanto Pura Mãe de Deus, não perdeu nenhum de seus atributos
naturais, não se abstraiu em alguma alegoria impalpável: ela
permanece Maria. Mas o que ela é, no resplendor do seu ser real, as
festas no-lo desvelam».
Com esta citação de um teólogo russo ortodoxo concluímos,
retomando do Ofício das Vésperas bizantinas uma última invocação:
...Ó imaculada Mãe de Deus,
sempre vivente com o Rei da vida e Filho teu,
reza sem cessar para que seja conservada
e salva de toda insídia do adversário a multidão de teus filhos,
pois nós estamos debaixo da tua proteção
e te glorificamos por todos os séculos".
sempre vivente com o Rei da vida e Filho teu,
reza sem cessar para que seja conservada
e salva de toda insídia do adversário a multidão de teus filhos,
pois nós estamos debaixo da tua proteção
e te glorificamos por todos os séculos".
FONTE:
«O Ano Litúrgico Bizantino» - Madre Maria Donadeo - Ed. AM - S.
Paulo - 1998
domingo, 25 de agosto de 2013
A ESSÊNCIA DA SANTA MISSA
AS TRÊS VERDADES DE FÉ FUNDAMENTAIS
A RESPEITO DA SANTA MISSA CATÓLICA
2 - Após a CONSAGRAÇÃO das espécies do Pão e do Vinho ocorre a TRANSUBSTANCIAÇÃO, ou seja, a mudança da substância do Pão e do Vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. Desta forma, JESUS CRISTO, está VERDADEIRAMENTE PRESENTE , "em corpo, alma e divindade", nas espécies consagradas, no SANTÍSSIMO SACRAMENTO DO ALTAR.
3 - Somente o SACERDOTE (BISPO ou PADRE), graças ao Sacramento da Ordem, é CAPAZ de realizar validamente a Consagração Eucarística na Santa Missa e, portanto, somente o Sacerdote é CAPAZ DE OFERECER O SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO PELA SALVAÇÃO DOS FIÉIS VIVOS E DEFUNTOS. Desta forma, durante a Santa Missa Católica o Sacerdote oferece um Sacrifício diferente do sacrifício oferecido pelos fiéis: O Sacerdote oferece o SACRIFÍCIO DE CRISTO e os fiéis em COMUNHÃO COM O SACRIFÍCIO DE CRISTO OFERECIDO PELO SACERDOTE oferecem um SACRIFÍCIO DE SI MESMO, um SACRIFÍCIO DE FÉ, UM SACRIFÍCIO DE LOUVOR.
PARA REFLETIR E AGIR
A situação da família no mundo de hoje.
"A situação em que se encontra a família apresenta aspectos positivos e aspectos negativos:
sinal, naqueles, da salvação de Cristo operante no mundo;
sinal, nestes, da recusa que o homem faz ao amor de Deus.
Por um lado, de fato, existe uma consciência mais viva da liberdade pessoal e uma maior atenção à qualidade das relações interpessoais no matrimônio, à promoção da dignidade da mulher, à procriação responsável, à educação dos filhos; há, além disso, a consciência da necessidade de que se desenvolvam relações entre as famílias por uma ajuda recíproca espiritual e material, a descoberta de novo da missão eclesial própria da família e da sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa.
Por outro lado, contudo, não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais:
uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si;
as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos;
as dificuldades concretas, que a família muitas vezes experimenta na transmissão dos valores;
o número crescente dos divórcios;
a praga do aborto;
o recurso cada vez mais frequente à esterilização;
a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva.
Na raiz destes fenômenos negativos está muitas vezes uma corrupção da ideia e da experiência de liberdade concebida não como capacidade de realizar a verdade do projeto de Deus sobre o matrimônio e a família, mas como força autônoma de afirmação, não raramente contra os outros, para o próprio bem-estar egoístico.
Merece também a nossa atenção o fato de que, nos países do assim chamado Terceiro Mundo, faltem muitas vezes às famílias quer os meios fundamentais para a sobrevivência, como o alimento, o trabalho, a habitação, os medicamentos, quer as mais elementares liberdades.
Nos países mais ricos, pelo contrário, o bem-estar excessivo e a mentalidade consumística, paradoxalmente unida a uma certa angústia e incerteza sobre o futuro, roubam aos esposos a generosidade e a coragem de suscitarem novas vidas humanas: assim a vida é muitas vezes entendida não como uma bênção, mas como um perigo de que é preciso defender-se.
A situação histórica em que vive a família apresenta-se, portanto, como um conjunto de luzes e sombras.
Isto revela que a história não é simplesmente um progresso necessário para o melhor, mas antes um acontecimento de liberdade, e ainda um combate entre liberdades que se opõem entre si; segundo a conhecida expressão de Santo Agostinho, um conflito entre dois amores: o amor de Deus impelido até ao desprezo de si, e o amor de si impelido até ao desprezo de Deus.
Segue-se que só a educação para o amor, radicada na fé, pode levar a adquirir a capacidade de interpretar «os sinais dos tempos», que são a expressão histórica deste duplo amor".
Papa João Paulo II
Familiaris Consortio, 6
O MISSAL DE PAULO VI E A REFORMA PÓS VATICANO II
CAROS FILHOS E FILHAS, SALVE MARIA.
O Rev. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior realizou uma aula inédita e mui esclarecedora a respeito do Missal Romano promulgado pelo Papa Paulo VI fruto da reforma litúrgica pós Concílio Vaticano II.
Aconselho a todos os fiéis a assistirem o vídeo desta aula.
Como sempre, não faltou "paresia" ao Rev. Padre Paulo Ricardo ao realizar esta aula.
Que não falte em nós um humilde gesto de gratidão pela "paresia" de Padre Paulo Ricardo, bem como, nossa orações por ele e por seu frutuoso apostolado!
Segue o vídeo da aula:
O Rev. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior realizou uma aula inédita e mui esclarecedora a respeito do Missal Romano promulgado pelo Papa Paulo VI fruto da reforma litúrgica pós Concílio Vaticano II.
Aconselho a todos os fiéis a assistirem o vídeo desta aula.
Como sempre, não faltou "paresia" ao Rev. Padre Paulo Ricardo ao realizar esta aula.
Que não falte em nós um humilde gesto de gratidão pela "paresia" de Padre Paulo Ricardo, bem como, nossa orações por ele e por seu frutuoso apostolado!
Segue o vídeo da aula:
fonte: www.youtube.com
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